Blog da Gabi ;)

Divagações, citações, fotos, livros e viagens.
Amigos, família, planos, projetos, música.
Opinião, conversa pra jogar fora, vontade de escrever.

Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

29.3.07

P.S.

Lembra quando eu disse que o ano começava depois de Carnaval?
Que março é o mês da guinada e do começo da pauleira?

Olha, nem meu anjo da guarda, nem o cara lá de cima precisavam levar tão ao pé da letra, viu!?
Estão me judiando!

Mas eu não reclamo, não! Eu tenho mesmo é que agradecer!
Mas, tô cansada. Não há como negar...
Minhas olheiras não me deixam mentir.

Estou sonhando com minhas férias já...

Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

Um sofá para montar e desmontar

Já pensou que delícia poder trocar as peças de seu sofá? Sem monotonia!

Adoro Lego, mas não sei se seria confortável...
Numa sala para visitas indesejadas talvez.
Hihihi

Copiei
daqui!

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Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

28.3.07

De alma lavada!


Tinha gente me fazendo de boba!
Mas eu descobri-ííí e desfiz a sacanagem da melhor maneira possível: sem falar nada! Fui lá e fiz!

Gente, gente! Tô tão orgulhosa... Sou "gente que faz"!
Mas é o que tá fazendo eu correr como uma louca essa semana...
É cada bafo que acontece, que vocês nem acreditariam...

EEEEEE!!!
Deixei de ter trouxa escrito na testa!!!
(Mas também perdi um tempo valioso... Não se pode ter tudo, né!?)

Emoório Biergarten: Cultivando Prazeres

27.3.07

Ai, ai...

Só para a semana não passar em branco. Sim! Mais uma semana atribuada! Cada hora é uma coisa...

Nesses tempos de organização, sentar na frente do computador e conseguir escrever não é nem luxo — é uma loucura! Falta de tempo pra concentrar, pra inspirar, pra tudo!

Anyway, Vinícius de Moraes tem um site show!!! E abaixo, uma de suas lindas poesias para alegrar seu coração! ;)
(Eu amo o Vinícius!)

_______________________________________________

Canção de nós dois


Tudo quanto na vida eu tiver
Tudo quanto de bom eu fizer
Será de nós dois
Será de nós dois


Uma casa num alto qualquer
Com um jardim e um pomar se couber
Será de nós dois
Será de nós dois

E depois, quando a gente quiser
Passear, ir pra onde entender
Não importa onde a gente estiver
Estaremos a sós

E depois, quando a gente voltar
O menino que a gente encontrar
Será de nós dois
Será de nós dois

E de noite quando ele dormir
O silêncio do tempo a fugir
Será de nós dois
Será de nós dois

E por fim, quando o tempo fugir
E a saudade nos der de nós dois
E a vontade vier de dormir
Sem ter mais depois

Dormiremos sem medo nenhum
Pois aonde puder dormir um
Podem dormir dois
Podem dormir dois
Podem dormir dois

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25.3.07

O Segredo do Anel – O legado de Maria Madalena


(Sandro Botticelli - A Primavera, 1478)

Não consegui parar de ler até acabar. E queria mais. Retiro o que disse quando escrevi que este livro seguia a onda de O Código da Vinci. Kathleen McGowan, a autora, surpreende do começo ao fim com sua história envolvente e mais ainda no posfácio – dá pra debater e muito seu livro e suas visões.

A história é sobre uma escritora e jornalista – Maureen (seria a própria autora?) – que busca outros pontos de vista sobre histórias que conhecemos há tempos. Maria Antonieta, rainha da França que tem como estigma a famosa frase “se não têm pão, que comam brioches”; Joana D’Arc, um símbolo cristão, vistas de outra maneira, dentre várias outras mulheres citadas – o que inclui principalmente Maria Madalena, que acaba por tomar conta de todo o livro –, elas têm suas histórias
recontadas pela protagonista.

O mais interessante é quando ela diz: “A história não é o que aconteceu. A história é o que foi escrito”. Realmente, a mulher conseguiu se igualar em direitos ao homem há pouco tempo (se é que chegamos definitivamente mesmo a este patamar). Analisando tudo que conhecemos e sabemos, a sociedade sempre foi machista e durante muitos séculos teve a mulher como ser inferior. Ou seja, contaram as histórias que conhecemos quem podia contá-las: homens, a elite, quem podia comandar a massa. Não digo que sejam pessoas más, mas estes oferecem apenas um ponto de vista para histórias que sempre têm vencedores e perdedores ou ainda grandes companheiros – de igual para igual.


E é aí que o livro fica melhor ainda: Madalena não é uma prostituta como conhecemos na bíblia, mas uma mulher que se casou e teve filhos de Jesus. Os apóstolos não são exatamente como conhecemos: Judas não foi um traidor. João Batista, primo de Jesus, também se intitulou o escolhido – tudo muito m
ais politicagem do que poderíamos acreditar.

O livro faz grandes revelações e se diz ficção, mas eu não duvido que seja uma história real. A mesma história sendo contada por outro ângulo. Talvez mais sincero, talvez menos preconceituoso. Como saberemos?

A decisão de acreditar ou não é sua, mas a leitura vale cada linha.

E se for ler, tenha as obras de Boticelli e de da Vinci à mão. É melhor ainda para ilustrar seus pensamentos e seus credos, enquanto devora o livro.

“Y gwir erbyn y byd” (traduzido do galês: “A verdade contra o mundo”)
Boadicea – rainha-guerreira celta do século I

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24.3.07

Sábado de sol!

É uma delícia acordar cedo sem ter que fazê-lo. De bem com a vida!

Pensar que você tem o dia todo para você fazer o que bem entender: colocar suas coisas em ordem, ou não; escrever, ou não; bordar, ou não; passear ou ficar assistindo TV. Sábado é bom quando é assim: sem grandes planos ou objetivos.

Eu estou lendo um livro muito bom e logo vou falar sobre ele aqui - porque não consigo parar de ler! Portanto, é isso que vou fazer hoje: ler muito, fazer minhas unhas, dar uma voltinha pela cidade, aproveitar o sol!

Bom dia e bom final de semana!

Aproveite porque são esses os melhores milagres da vida: tempo para ver a beleza das coisas e aproveitar isso.


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Pernas, pra que te quero!

Segundo o Aurélio, a expressão "Pernas, para que te quero!" tem a seguinte definição: "Fam. Exclamação (gramaticalmente incorreta) que indica a ação de fugir correndo ante um perigo."


O perigo aqui é ser homem no lugar errado...
Segundo o blog que copiei a imagem, a
campanha publicitária da revista masculina feita em bancas de jornal, é do ano passado.

Sacada legal, né!?
Eu gostei...

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Coleção de papel de carta


(If you really want to touch someone, send them a letter.)

Na minha época de escola primária, eu trocava papéis de carta repetidos com minhas amigas que também faziam coleção. Faz mais de 20 anos que tenho minha coleção guardada.

Vendo essa imagem aí em cima, uma campanha da Australia Post (o correio deles lá) penso que devo enviar esses papéis para pessoas queridas, com palavras de amor, de conforto, de felicidade.

É tão bom receber cartas, né!? Eu só recebo propaganda e contratos. E A-D-O-R-O receber cartões postais.

Mas, querendo ou não, não dá pra ser mais muito "antigo": o email facilitou tanto a vida da gente...

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22.3.07

O motivo de tudo

Como prometi, algumas fotos do resultado do trabalho de uma semana muito puxada e o motivo para o meu sumiço daqui por uns tempos. Estão aí as imagens de muito tempo de luta - pra começar a ter pedidos grandes.

Ao todo, são 340 motivos. Ou melhor, 4.080 garrafas de motivos: em pouco tempo, tivemos que fazer TUDO para a entrega certinha ao nosso primeiro grande comprador: o Wal Mart!!!

O engraçado é que o cansaço da pilha da semana passada chegou essa semana e estou meio lenta até em pensamento...











Ou seja, na hora do "vamos ver", deixo de ser um ser pensante, que gosta de escrever, que se sente intelectualizada e inteligente e vou lá, fazer o serviço braçal: engarrafar, rotular, encaixotar a marvada da cachaça!!!

Acessa lá, pra conhecer vai: www.cachacagabriela.com.br
Agora em DEZENOVE lojas do Wal Mart, só no estado de São Paulo (por enquanto! Mas aguardem que tem mais vindo logo por aí!!!)

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Continuação do post aí de cima!

Ainda tive algum sofrimento nesta semana: o pessoal da transportadora veio buscar a nossa querida mercadoria e, claro, profissionais que são, jogavam nossas caixas para dentro do caminhão. Literalmente jogavam: de um para o outro até chegar no lugar certo. Que meda de uma quebradeira! Mas mesmo assim, tive coragem de fotografar!

E tem mais: para aqueles leigos, como fui até pouco tempo atrás, um ensinamento na prática: veja as fotos da paletização!!! Durante muito tempo não imaginava como era. Agora, garota escolada, mostro pra vocês. Nada mais é do que colocar as caixas bonitinhas e organizadinhas em cima do pallet e passar um plástico-filme (praticamente igual aqueles que a gente usa na cozinha, só que em grande escala) em volta do "pacote".

Os caras são profi! E eu adorei não ter que colocar a mão na massa dessa vez... heheheh

Trabalho pode ser divertimento, gente! Sem contar o aprendizado...
Cachaça Gabriela tá na boca do povo!

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21.3.07

Jornal legal

"O Globo Online acaba de conquistar o prêmio de Melhor Case do Ano do CIO-Brasil (Chief Information Office) pelo projeto do novo site. Lançado em julho do ano passado, o projeto trouxe uma reformulação gráfica e ganhou mais interatividade. Também incorporou o conceito de jornalismo participativo, que caracteriza a web 2.0."

Eu não sabia mas, depois de ler a notinha sobre o jornal O Globo, fui lá ver porque ele ganhou o prêmio de melhor case do ano com seu projeto gráfico e ainda a ligação com a web 2.0.

O jornal, que pra mim era somente para o público carioca (ô cabecinha pequena a minha!) é muito bem diagramado mesmo e aproveita todo o espaço da tela. Traz informações do próprio O Globo e ainda dos jornais Extra e Diário de São Paulo.

Gostei porque achei de fácil navegação mesmo e o layout é limpo e lindo. Pronto! Já está aqui, entre os meus favoritos para visita diária, já que eu só leio jornal pela Internet!

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20.3.07

Pra quê?


No Cervejarium, um barzinho muito legal da cidade, tem vários quadros de época como esse — todos relacionados a cerveja, é claro — e, estando por lá hoje para o happy hour básico e pensando nas palavras que ouvi, lembrei dessa imagem que tinha guardada: às vezes realmente me pergunto pra quê a gente namora.

Por que pensamos que precisamos de alguém? As pessoas às vezes nos magoam mas, se a gente não ama, é mais fácil passar por cima. Quando não dá pra fazer mais do que isso, eu emburro!


E amanhã está tudo bem. Beber nos torna mais sensíveis...

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17.3.07

Sábado na casa da vó!

E dia da tia Gabriela ser tia babona!



Lápis de cor, bolinha de gude, pião, bola... Tudo que um molequinho pode querer por meia hora!
Depois a brincadeira tem que ser outra. E assim foi o dia todo: energia que não acaba!

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16.3.07

Japanese Food, please!


Depois de uma semana atípica (que espero que se torne típica logo), tudo o que mais quero hoje — numa sexta-feira delícia, dia de dever cumprido — é comemorar: os negócios estão encaminhados, estamos ficando cada vez mais conhecidos e profissionais.

Como fiquei morrendo de inveja de minha amiga quase holandesa (porque mora em Amsterdam) e por não poder ir até a casa dela para ver seu namorado preparar a comidinha japonesa que vão saborear hoje, vou ter que matar minha vontade indo mesmo a um restaurante: comemoração em grande estilo, mesmo tendo um namorado que não gosta dessas delícias que são sushis, sashimis e afins...

Isso sim que é um bom começo de fim de semana! Tomara que o seu também seja ótimo!

Nos próximos dias vou postar imagens aqui do resultado de nosso trabalho
incessante durante toda essa semana que passou!

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Lembre-se: toda vez que alguém escreve um post francamente ruim ou estupidamente irrelevante, Deus mata um gatinho.

Isso está escrito num ex-blog, onde a dona do endereço diz que se cansou de imponência intelectual, de muita empáfia por pouco recheio.

Bem... Eu ainda estou tentando. E espero que não tenha matado muitos gatinhos e nem quero ser prepotente. Mas é que escrever se torna um vício — e eu não acho que esse vício seja ruim!


Ainda bem que não sou fã de gatos, nem mesmo desses que seguem a nova tendência entre os gringos muito ricos: pintados à mão, por artistas.

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Neve: livro não é tudo que se espera

Ka, poeta turco refugiado em Frankfurt, na Alemanha, vai ao enterro de sua mãe, em Istambul. Lá, resolve ir para Kars, uma pequena cidade turca, que se leva um dia e meio de ônibus para chegar. Ele levou 3 dias – por causa da nevasca.

Ele decide ir para a cidade com a desculpa de escrever para um jornal de Istambul sobre moças muçulmanas que estão se suicidando na cidade: elas não aceitam tirar o véu, conforme o Estado vem exigindo para que possam freqüentar a faculdade. Mas, ao mesmo tempo o suicídio é condenado pelo islamismo: para afirmar sua religiosidade, estão cometendo um pecado. Enfim, os suicídios são somente uma desculpa para ele ir à cidade rever Ipek, uma amiga de sua época de faculdade.


A discussão do livro, que tem como tempo de acontecimentos 3 dias (os dias em que a cidade fica incomunicável por causa da neve que não pára de cair) é sobre os ideais e as lutas de ideais entre um Estado secularista e os islamitas – conflitos raciais e religiosos. Além disso, os personagens exigem de Ka que decida se é ou não ateu – algo que parece essencial para a sociedade deles.


Enfim, o livro extremamente moroso (imagine: quase 50 páginas para 3 dias), o que cansa a leitura. E como é um assunto que não compreendo tão bem, já que é uma outra cultura, uma outra forma de ver e exigir as coisas da vida, o livro exige uma grande concentração. Até aí, tudo bem. Mas, o desfecho é sem graça, a história não tem um fim.

Mas, claro, tem suas partes interessantes. Vou transcrever aqui as falas de um jovem curdo, que discutia com vários outros, de várias “facções” e religiões, o que escrever para o jornal alemão, que Ka inventou que trabalhava (ele fazia um freela para um amigo em Istambul, e não em Frankfurt), para que o Ocidente – gente hipócrita, segundo eles – soubesse o que pensavam as pessoas do Oriente:

O maior erro da humanidade, a maior ilusão dos últimos mil anos é a seguinte: confundir pobreza com estupidez. Através da história, os líderes religiosos e outros ilustres homens de consciência sempre alertaram contra essa confusão vergonhosa. Eles nos lembram que, como todo mundo, os pobres têm coração, mente, humanidade e sabedoria.

(...)

As pessoas podem lastimar a sorte de um homem que passa por dificuldades, mas quando toda uma nação é pobre, o resto do mundo imagina que todo o seu povo deve ser desmiolado, preguiçoso, sujo, um bando de imbecis grosseiros. Em vez de inspirar piedade, esse povo provoca gargalhadas. Tudo é uma piada: sua cultura, seus costumes, seus usos. A certa altura, no resto do mundo, algumas pessoas podem começar a sentir vergonha por terem pensado assim, e quando olham em volta e vêem imigrantes daquele país pobre limpando o chão e fazendo outros trabalhos mal remunerados, naturalmente começam a se preocupar com o que pode acontecer se um dia esses trabalhadores se levantarem contra elas. Então, para evitar que as coisas degringolem, começam a mostrar interesse pela cultura dos imigrantes e às vezes chegam a fingir que os consideram como iguais.

Vem cá, fala sério: que tapa na cara, hein!?

É de se pensar: será que o terrorismo começa assim?

Essa postura é a cara dos imigrantes na Europa, não!?

Será que o Brasil está muito longe dessa realidade?


Por essas discussões, o livro compensa, mas, eu não indico. Político demais e ao mesmo tempo, superficial – é a minha opinião, é claro! Quem sou eu para julgar mal o livro que fez com que o autor, Orhan Pamuk, ganhasse o Prêmio Nobel de Literatura em 2006...

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14.3.07

Minha mãe é uma contadora de histórias

Quem conhece sabe que não é exagero: minha mãe é uma fofa! Já uma senhora, com mais de 60 anos, sempre trabalhou em casa, cuidando de nós, seus quatro filhos, e ainda da criança que mais lhe dá trabalho até hoje: meu pai (esses homens...). Agora, ela também é a “vovó” de meus dois sobrinhos.

Mesmo sem ser atualizada sobre certas atitudes de hoje em dia (não aceita que namorado durma em casa; sempre me liga de madrugada pra falar que já está na hora de voltar pra casa; tem pavor de imaginar que eu viaje só com meu namorado – e isso já deu briga – enfim, minha mãe é “das antigas”), ela é uma pessoa que lê muito, que adora filmes, antenada com o que acontece no mundo. Uma pessoa culta – no primeiro sentido da palavra: ela tem cultura mesmo!


E melhor: é uma delícia vê-la contando as histórias que lê na Revista “Seleções” (Reader’s Digest), que vê nos programas que assiste – completamente coração. Então vou transcrever a última história que ela me contou (tentando manter a delicadeza com que ela contou, fazendo meus comentários entre parênteses. Mas bom mesmo é ouvi-la pessoalmente):

Ontem à noite, estava assistindo um desses programas americanos e vi uma história que adorei! Era um programa de entrevistas, do tipo do Jô Soares, com uma negra muito bonita (traduzindo: The Oprah Winfrey Show). Ele (o entrevistado/protagonista da história não tem nome) contava à apresentadora que teve que fugir de onde morava, na África – eles eram muitas crianças e andaram mais de 1.500 quilômetros pelo deserto para poderem escapar da guerra que acontecia lá.

Num dos vários lugares que recebeu ajuda, ele – mas você precisava ver como ele era lindo: negro e com o rosto redondo, um sorriso lindo. Daquelas pessoas que dá vontade de apertar quando você vê. Ele era lindo, Gabriela! –, ele pediu pra tirarem uma foto dele, com uma menina e mais um casal. Todos eram refugiados e estavam juntos, junto de mais um monte de pessoas. Depois disso, guardou a foto sempre com ele.


Bom... Depois, ele conta que conseguiu vir para os Estados Unidos. Veio de calça, camisa, chinelo, uma bíblia na mão e a foto dentro dela. Fez sua vida por lá e quando pôde, foi visitar um amigo no Canadá, que também era refugiado como ele. Chegando lá, não se sabe quais são os desígnios de Deus, encontrou com a menina da foto, que sempre levava consigo: ‘Vê! É você nessa foto! Eu sempre te amei!’


E eles se casaram. Só que só depois de ele ligar para o pai dela, lá na África, e pedir sua mão. Para poder casar, ele tinha que dar ao pai dela, 68 vacas. O que equivalia a 12 mil dólares. Ele não tinha esse dinheiro, mas os amigos ajudaram, pediram dinheiro na rua, fizeram campanha... E assim, ele mandou o dinheiro para o sogro.

Mas, por serem refugiados e todos esses problemas de cidadania, hoje, ele está nos Estados Unidos e ela, no Canadá. Ele tem um sorriso lindo! E ela está grávida! Aí, a apresentadora disse que gostava de fazer surpresas e como era Dia dos Namorados (o Valentine’s Day deles é no dia 14 de fevereiro), ela levou a esposa dele para o programa. Ela já está com uma barriga grandinha e ele, que bonitinho!, chorou. Todo mundo chorou... Uma história bonita, viu!?

Como eu disse, você tem que ouvir isso pessoalmente: saber da magia que é ouvi-la contando suas histórias. É uma delícia viajar com ela nessas histórias sempre cheias de amor... Outras dessas virão!

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10.3.07

Rumo verdadeiro

"Nossos planos falham porque não têm objetivos. Para o marinheiro que não sabe para onde ir, não há ventos favoráveis."

Sêneca (4 a.C. - 65 d.C.), Roma

P.S.: Por favor, não estranhe se eu aparecer menos por aqui esses dias... Como sei qual é o meu caminho, a corrida começou há tempos (mas tem época que o trabalho exige mais). Estou num desses momentos de maior exigência e estou feliz! É que, inclusive de fim de semana, feriado, 24 horas por dia, se necessário, a gente tem que trabalhar e correr contra o tempo.

Eu admito: é completamente estafante, mas ao mesmo tempo, uma delícia, uma realização!
(Detalhes mais tarde!)

Bom fim de semana e lembre-se: é preciso saber onde se quer chegar para poder ir adiante!

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8.3.07

Dia Internacional da Mulher


É isso mesmo! E como muitas vezes ser multi faz com que a gente não tenha tempo pra nada, o Dia Internacional da Mulher, relembra que mulher é imprescindível, linda e necessária e que deve ser paparicada, pra ela mesma não se esquecer que tem seu lado frágil.

Não necessariamente é real o que disse acima, já que somos todos iguais e defendo os direitos iguais com unhas e dentes. Mas às vezes sinto falta de ser sustentada, de ser mimada, de receber flores... O dia de hoje lembra que MULHER é importante e tem que ser valorizada!

Mas tá difícil... A gente se tornou tão independente, tão bem resolvida, tão pronta pra tudo, que os homens (chefes, pais, amigos, namorados) às vezes se mostram bem acomodados: tão mais fácil ter quem faça do que ter que resolver alguma coisa... Falo de cadeira! E pior é não receber nem reconhecimento!

Depois, fazem esse dia especial pra gente, como se fôssemos diferentes dos homens e precisássemos de um dia (digo o mesmo para o Dia da Consciência Negra) pra sermos reconhecidas. E pior que nem assim!

Temos que ser tão multi porque temos que ser auto-suficientes muitas vezes! Nossa! Não estou MESMO nos meus melhores dias! Maaaaas, minhas amigas: Feliz Dia Internacional da Mulher — se isso faz com que se sintam melhores mulheres!

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7.3.07

A Web 2.0 somos nós!

Está acontecendo um evento na cidade de São Paulo sobre comunicação digital, o PROXXIMA. Eu queria muito ter ido mas, dá pra acompanhar pelo site o que está rolando.

Um dos assuntos em pauta não só no evento, mas pra qualquer mortal é a Web 2.0 — que seria, segundo o pouco que entendi e sei, o próprio internauta alimentando a Internet de informações. Ou seja, a busca por material, por conteúdo, por informações, não está mais restrita somente a jornais, revistas, enciclopédias online (ou offline). Blogueiros podem oferecer informações mais coerentes e verdadeiras que muito jornalista — como o caso daquela menina que tinha um diário virtual na Indonésia e contou, em tempo real, sem edição de nenhum "profissional", tudo que se passou nos dias que se seguiram à tragédia do tsunami.

Aí, buscando assunto, você faz assunto. Acaba por informar as pessoas de coisas que talvez elas nem procurassem saber. Como aqueles textos com hiperlink
— o que fazemos o tempo todo: linkar nas nossas palavras outros sites, outros textos. Como estou fazendo aqui, agora: no Blog do Tas, encontrei esse vídeo que adorei (e copiei pra cá), que parece elucidar bem o que é a Web 2.0: me apaixonei pela forma dele e seu texto. Dá pra assistir sem som, só que é em inglês... Anyway, pra quem quer entender um pouco mais, é muito legal!



Tem mais um:
É gigante (9 min.) mas, vale a pena e a narração é em português! É uma boa análise do comportamento do mundo hoje com a Web 2.0.


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6.3.07

Einblick: dê uma "olhada" na novidade!

Eu acredito que as pessoas têm que ter metas na vida. Por isso, EU QUERO ir pra Blumenau para, além de conhecer a cidade, provar na fonte e conhecer todo o processo da primeira cerveja brasileira que passa por um processo de champenoise, o mesmo método utilizado para criar as bolhas da champagne.

Verdade seja dita: aqui no Pão de Açúcar custa R$ 66,00. Pra valer o investimento, tem que ter toda uma história e nada melhor do que visitar a fábrica da Eisenbahn (Estrada de Ferro, em alemão), que produz outros tipos de cerveja — todas de grande qualidade e inclusive, uma orgânica. Como se vê, é claro que a cervejaria tem o pé lá na Alemanha e, diga-se de passagem, o nome da cerveja/champagne é Eisenbahn Lust. Lust quer dizer prazer, desejo. Interessante, não!?

Eu, que quase não gosto de cerveja, da Alemanha e de viajar, vou adorar essa aventura. (Quando ela acontecer, conto todos os sentidos e sabores, ok!? Enquanto isso, já está na minha "listinha" de desejos e afazeres!)

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Licença para gostar


Marta Góes, jornalista e escritora, escreveu um ótimo artigo na edição de fevereiro da Revista Bravo. Alguns trechos:

... Um jornalista influente, assistindo a uma peça de teatro pergunta, com alguma ansiedade a sua editora, sentada na fileira em frente: “Nós estamos gostando?”. A história fazia parte do folclore das redações, nos anos 90. Acreditava-se ingenuamente, que o mecanismo de copiar-impor opinião era a caricatura perfeita daqueles dois. Mas a piada nada tinha de exclusiva, dura até hoje e funciona bem em todos os territórios porque reproduz uma situação universal. Com olhos mais cínicos – ou apenas mais bem treinados – pergunta-se hoje, casualmente, “nós somos a favor?”. Seja de transgênicos, de Paulo Coelho, de Big Brother ou de qualquer desses temas que dividem opiniões. É a senha para indicar que se pretende adotar, por conveniência, uma postura, ou melhor, impostura, que facilite a vida naquela circunstância. Gostar errado pode arranhar a imagem e reavivar atritos desnecessários.
(...)

Os códigos são conhecidos. Trata-se de não destoar. O clichê das pessoas que lêem Caras “no cabeleireiro” e que viram cenas de novela das seis “por acaso, quando estavam passando pela sala” é apenas a ponta mais visível desse iceberg. A maioria esconde suas preferências com medo de maldição. Se a lista não tiver mudado, é permitido gostar, por enquanto, de jardins minimalistas, de casas clean, de mulheres magras, de sabores exóticos, de exercício físico, de cabelos lisos, de sandálias havaianas. Pelo menos enquanto elas forem vistas em lugares caros (como informar, com uma sandália baratinha, que você tem dinheiro? E sem dinheiro vai ser difícil saber se podem gostar de você).

(...)
Na hierarquia do que é perm
itido gostar, a simplicidade é alvo de grandes desconfianças. Clareza, precisão, começo, meio e fim podem ser confundidos com pobreza e obviedade.

O artigo é bárbaro — como todos os outros que ela publica todo mês na revista —: nos faz pensar nessas exigências da sociedade em se adaptar à moda, em ter que ser aceito sendo um igual aos demais. E li esse artigo só depois de ter ido ao banco na sexta-feira fechar uma operação de câmbio: pra ser bem tratada, vesti terninho, coloquei salto alto — eu, uma pessoa que vive de chinelo e camiseta e que não se preocupa nem um pouco com a aparência (salvo quando quero ser perua! Mas isso é um estado de espírito). Verdade, verdadeira: fui bem tratada. E essa estratégia veio depois de eu querer comprar um carro à vista e, por estar de bermuda e camiseta, quase que a vendedora riu da minha cara...

Sem contar as vezes que você gosta do que a mídia te faz gostar: eu não via Big Brother porque acho ridículo mas, todo mundo fala disso e eu me sentia por fora dos assuntos... O que é que eu fiz? Comecei a assistir!

Realmente, na prática, é muito difícil ser autêntico sem ficar parecendo um ser de outro planeta ou uma pessoa que realmente não se encaixa. Citando a citação da própria Marta Góes no artigo, “é bom que exista de tudo, mas podem deixar que a gente mesmo escolhe”, disse Nina Horta.

Escolher, eu até escolho, mas nem sempre você consegue fazer o que quer sem ter que se adaptar — e olha que eu costumo ser firme nas minhas decisões. Na maioria das vezes, isso é uma chatice, viu!?

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Cachaça Gabriela na cidade maravilhosa

O Rio de Janeiro continua lindo e agora mais inspirador: Gabriela está na cidade! Nascida e criada no interior de São Paulo, mais precisamente em Ribeirão Preto, a Cachaça Gabriela chega à cidade turística para arrasar — mesmo que seja depois do Carnaval.

Agora curtindo o clima de praia e sempre saudável quando pedida na medida certa, bebida orgânica e artesanal, produzida desde a plantação da cana-de-açúcar até o engarrafamento na fazenda do interior paulista, a Cachaça Gabriela aporta no litoral para dar mais sabor ao já celebrado suíngue carioca.

Para tomar caipirinha, melhor pedida não há. Pura então, é de se apreciar tanto quanto uma boa vodka ou um bom uísque. Tendo duas tonalidades, por causa das madeiras em que é armazenada por pelo menos um ano, a Cachaça Gabriela pode ser Prata ou Ouro. É Prata quando armazenada em tonéis de madeira de jequitibá-rosa e é Ouro quando armazenada em tonéis de Amburana — ambas as madeiras, como a cachaça e o Rio de Janeiro, são genuinamente brasileiras!

Você vai encontrar a Cachaça Gabriela no Leblon, zona Sul do Rio, no Universo Orgânico, loja que como o próprio nome diz, oferece produtos naturais e orgânicos. O endereço do Universo Orgânico é Rua Conde de Bernadote, 26 - lojas 105 e 106, no andar térreo da galeria que fica ao lado do Teatro do Leblon. A loja é muito freqüentada por artistas como Letícia Sabatella, Fábio Assunção, entre outros. Gabriela também está lá: vá conhecê-la!

Mais informações, acesse: www.cachacagabriela.com.br

(Mais um release da Gabi para a Gabriela!!)

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2.3.07

Tenho um dog!!!

Acabei de adotar o Juarez!
Olha que fofo!!! Nem faz sujeira...




(só assim mesmo...)


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Ponto cruz


Estou bordando uma manta.
Vai demorar pra ficar pronta mas, assim que ficar, coloco aqui pra vocês verem.


Fim de semana tranqüilo começa assim: na sexta-feira, com bordados no meio do dia...

(Tem que haver vantagens em trabalhar em casa, né!?)

Delícia necessária nesses dias de correria!

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1.3.07

Flores prensadas

"Certamente a virtude é como os aromas preciosos, que são mais fragrantes quando esmagados: a prosperidade prontamente descobre o vício; mas a adversidade logo descobre a virtude."

Francis Bacon (1561 - 1626), Inglaterra

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"Meu reino por um cavalo!"

Alguém pode, PELOAMORDEDEUS, ensinar matemática para uma pessoa que sempre foi da área de Humanas e, naturalmente, humana??

Pensando bem, não quero aprender! Eu queimo todos os meus neurônios pra fazer contas e dali um minutinho, o dólar muda de valor DE NOVO e, mais uma vez, tenho que quebrar a cabeça!

Isso é castigo por causa das aulas que encanei: eu odeio números e tenho de conviver com eles, depender deles... Só gosto de números quando estão bem altos na minha conta... hehe

Admito: cálculos não são pra mim.
Alguém quer fazer as contas de preços FOB e CIF de cachaça pra mim, por favor?

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